sábado, 6 de setembro de 2008

FORUM PRESENÇA ANAMT

ANOTEM NA AGENDA:
Dia 3 de outubro, sexta feira, no forum de presença ANAMT, teremos uma mesa sobre promoção da saúde

Praticas de Promoção da Saúde nos Ambientes de Trabalho

Coordenador: Mario Ferreira – Presidente da Comissão Técnica de Promoção de Saúde

Expositores:

A Política Nacional de Promoção da Saúde
Adriana Miranda de Castro – Ministério da Saúde

A experiência da AVON
Roberto Tunala

A experiência da STS - Sistema Total de Saúde com Promoção de Saúde em Pequenas e Médias Empresas
Rosa Nicolau Rocha

Promoção de Saúde em local de trabalho
Márcia Bandini

Participem!

MAndem sugestões d etema pelo e-mail abpsanamt@gmail.com

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Reflexão Contribuição

Já que é tempo de reflexão, também gostaria de propor uma : O modelo de Promoção de Saúde em Empresa hoje é paternalista demais ?
Creio que quase todas as discussões hoje sobre os modelos de Promoção de Saúde no ambiente de trabalho indicam que devemos "aproveitar " a necessidade legal da realização do Exame Médico Periódico e incluirmos medidas de Promoção de Saúde durante esta consulta; Formamos aí um vínculo entre a necessidade legal da empresa e a saúde do seu colaborador;
Não é raro , ao estarmos fazendo exame de admissão, ouvirmos frases como : " Sabe o que é, doutor - eu trabalhava numa empresa ótima, e todo ano durante o Periódico eu fazia um monte de exames ; Mas, desde que saí da empresa, há 3 anos, não fiz mais nada .... Espero que, se for admitido nesta empresa, eu volte a cuidar da minha saúde "
Parece que o vínculo saúde-empresa acaba gerando o pensamento que é atribuição da empresa cuidar da saúde - estando fora da empresa o cuidar da saúde fica de lado; E não é uma questão de custo ( fora da empresa-desempregado- sem recursos ), pois muitos deixaram a empresa para tentar algo diferente que até deu certo em termos financeiros, mas não fizeram nada em relação a saúde....
Enfim, para não me estender muito, será que não haveria maneira para que a Promoção de Saúde no ambiente de trabalho criasse a consciência de que há necessidade de se cuidar da saúde, independente do vínculo empregatício - e não fortalecer, como muitas vezes ocorre, que cuidar da saúde é responsabilidade da empresa ?

Claudio Mekler
Memrbro do Comitê de promoção da saúde da ANAMT

domingo, 17 de agosto de 2008

Promoção da saúde é responsabilidade social?

Leitores e Leitoras

Esta quinzena gostaria de sugerir uma reflexão: a inclusão de portadores de deficinência no ambiente de trabalho é uima medida de promoção da saúde? de responsabilidade social???

Para aquecer, transcrevo trecho de matéria publicada no caderno Dinheiro da Folha de SP, edição de 3 de agosto (FÁTIMA FERNANDES e CLAUDIA ROLLI)
"A cada 20 minutos, a rádio interna da rede de supermercados Sonda interrompe sua programação musical para solicitar aos clientes que indiquem pessoas com alguma deficiência para trabalhar na empresa.
O apelo feito ao consumidor, que se repete nas 18 lojas do Sonda, é uma das ações da rede de supermercados para tentar cumprir a lei 8.213, de 1991, que estabelece para as empresas cotas (2% a 5% sobre o total de funcionários) para a contratação de pessoas com deficiência.
A Lei de Cotas, que completou 17 anos em julho, não é cumprida pela maioria das empresas dos setores industrial, bancário e comercial.
O comércio paulista inseriu 12.416 pessoas com deficiência no mercado de trabalho de 2001 a abril deste ano -31% do total de vagas (40.215) que o setor precisa criar para cumprir a lei. Na indústria, foram preenchidas 40,5% das vagas necessárias, e, nos bancos, 53,5%.
Para escapar de multas do Ministério do Trabalho, que variam de R$ 1.254,89 a R$ 125.487,95 pelo não-cumprimento da lei, as empresas firmam TACs (Termos de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público do Trabalho nos quais se comprometem a contratar pessoas com deficiência em determinado período, geralmente dois anos.
O argumento das empresas é que não conseguem cumprir as cotas porque não encontram essa mão-de-obra. Mais: dizem que, como as pessoas com deficiência recebem um salário mínimo por mês, ficam sem estímulo para trabalhar, já que perdem o benefício. Segundo o IBGE, o Brasil tem 25 milhões de pessoas com deficiência."

Temos nova enquete no ar!
Sugstões podem ser feitas por e-mail também: abpsanamt@gmail.com

sábado, 9 de agosto de 2008

Curso Básico de aconselhadores em promoção da saúde


A ABPS é o resultado de uma vivência prática baseada em conceitos científicos modernos sobre Promoção da Saúde que visa a unir profissionais de todas as áreas, e mesmo não profissionais, interessados em se aprimorar e manter-se atualizados e atuantes nesse novo e promissor campo de atuação: a Promoção da saúde.
O curso é uma oportunidade de aproximação com conteúdos e equipe interdisciplinar!
para mais informações clique sobre a figura.

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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sucesso de programa de saúde depende de exemplo


Leitores, os programas de promoção da saúde em empresas são estratégias promissoras.


Segue reportagem de MARIA CAROLINA NOMURA publicada em 15/06/2008, na Folha de SP/ Suplemento de emprego

"Campanhas antitabagistas e para controle da pressão arterial dos funcionários foram os programas de promoção à saúde e prevenção de doenças que mais cresceram em 2007, de acordo com a pesquisa anual de benefícios corporativos Marsh-Mercer, realizada com 255 empresas em novembro passado.
Comparada com 2006, a adesão de empresas a campanhas contra o fumo aumentou em 5%; as iniciativas de controle de pressão arterial, em 7%.
Para a psicóloga Heloísa Caiuby Coutinho, consultora da Across RH, que desenvolveu há quatro anos o programa antitabagista "Quit For Life" (ou "largue por toda a vida"), as empresas começaram a perceber como um funcionário que não é saudável pode ser caro.
"A produção do empregado fumante é menor, seu seguro-saúde é mais caro e ele perde muito tempo indo ao fumódromo. Os ciclos de doenças duram mais e, conseqüentemente, o número de faltas é maior", enumera a consultora.

Mas, apesar de as empresas terem conhecimento dos malefícios do cigarro, a implementação de programas de promoção de saúde não é fácil, segundo Coutinho. "A empresa oferece a oportunidade, mas a vontade de parar de fumar ou de reeducar a alimentação depende de cada um", afirma.
Foi o caso da assistente de marketing da Philips Maria de Fátima Ferreira, que fumou durante 20 anos. "Estou na empresa há 27 anos e só percebi que existia esse programa quando realmente quis parar de fumar. Tomei remédio e fiz acupuntura", conta Ferreira, que há três anos não fuma.
Para André Luis Amaral, diretor de RH da Contém 1g, o estímulo para os funcionários ingressarem nos programas de saúde depende do resultado apresentado pelas pessoas que já passaram por eles.
"Como lidamos com maquiagem e 98% dos funcionários são mulheres, focamos na prevenção contra a obesidade. Já há pessoas que tiveram redução do peso, e isso estimula outras."
Na siderúrgica ArcelorMittal Brasil, em 1992, 34,5% dos empregados eram fumantes, de acordo com Fernando Ronchi, presidente do comitê de saúde da ArcelorMittal Américas do Sul e Central. "Mantemos programas específicos para a saúde. Hoje, 1,6% dos 4.300 empregados fumam e o índice de absenteísmo é de 0,4%."
Em 1999, os programas da empresa foram estendidos para as famílias dos funcionários."

Qual a experiência de vocês com ações coletivas de promoção da saúde? O que é importante pesquisar na fase de estruturação do programa?

domingo, 15 de junho de 2008

Carga horária de trabalho


Leitores,
Para inaugurar as reflexões trago um assunto "polêmico":

Segue trecho de matéria publicado na Folha de SP em 11/06/2008: Europeus podem trabalhar até 65 horas semanais, dizem ministros
Os 27 países da União Européia mantiveram ontem o limite de 48 horas semanais de trabalho, mas fizeram a concessão de permitir que o Reino Unido, ou qualquer outro Estado-membro, continue a praticar a livre negociação entre assalariados e empregadores, o que pode elevar o teto semanal a 60 ou a até 65 horas.
A questão é objeto de debates passionais que impediram um acordo desde 1993, quando Londres se apegou ao princípio da livre negociação por categoria de trabalhadores e disse que prosseguiria aplicando suas próprias diretrizes.
Não que os empregadores britânicos pratiquem o regime semi-escravo que vigorava em suas fábricas no século 19. O teto de 65 horas se aplica às profissões médicas, para as quais são computadas as horas de inatividade nos plantões.
A Espanha liderou o bloco de países indignados com a decisão tomada em Luxemburgo, tarde da noite de segunda-feira. O chefe da diplomacia local, Miguel Ángel Moratinos, disse que seu país tentará impedir que a norma seja aprovada pelo Parlamento Europeu. Bélgica, Grécia, Hungria e Chipre se alinharam a Madri, mas sem o peso suficiente para formar uma minoria de bloqueio à deliberação. A França e a Itália integravam esse grupo, mas mudaram de lado.

Para pensar: Você como médico(a) do trabalho, promotor(a) da saúde acredita que a carga horária de trabalho é fator condicionante do processo saúde-doença? Já passou por experiências nas quais a carga horária foi fator protetor? e fator de risco?